Estamos a 20 dias concecutivos batendo o record da média móvel de mortes pela infecção do Covid-19. Faleceram 2.659 pessoas devido a doença na data de hoje, e desde o início da pandemia, 287.795 pessoas de acordo com o consórcio de veículos de impresa a partir de dados das secretarias estaduais de saúde.
De acordo com cientistas e com a OMS, a única saída definitiva disponível no momento para a redução das mortes devido a infecção pelo vírus é a vacina.
No entanto, o governo Bolsonaro não planejou antecipadamente o programa de imunização nacional. Ao invés disso, rejeitou oferta de 70 milhões de vacinas da farmacêutica Pfizer em agosto de 2020. A proposta previa a entrega de 500 mil doses em dezembro de 2020, 3 milhões até fevereiro de 2021, e o total de 70 milhões até dezembro desse ano. A Pfizer chegou a aumentar a proposta para entrega de 1 milhão e meio até dezembro de 2020, mais 1 milhão e meio até fevereiro de 2021, e o restante nos meses seguintes.
Sem a aprovação do governo, outros países firmaram acordos com a farmacêutica e o Brasil foi perdendo a disponibilidade das vacinas. O acordo com a empresa só foi celebrado esse mês.
Não só a Pfizer teve propostas rejeitadas pelo governo. Documentos mostram que outros laboratórios que previam a entrega mais cedo foram ignoradas, como as do insituto Butantã que hoje é responsável pela maior parte da distribuição das vacinas no país contra a Covid-19.
Nos Estados Unidos o processo está ocorrendo mais rápido, com mais de 100 milhões de pessoas vacinadas. O país está vivenciando o benefício dela, com a redução do número de mortes pela doença. Infelizmente, e previsivelmente, o Brasil está vivendo o boom das lotações de UTI e com as restrições da abertura dos comércios e circulação de pessoas.

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